Resumo Histórico

Santa Maria da Devesa é uma freguesia do Concelho de Castelo de Vide e juntamente com as freguesias de São João Baptista e Santiago Maior, forma a sede concelhia; pertence ao distrito de Portalegre e o seu orago é, tal como indica o topónimo, Santa Maria.

Com um povoamento que remonta ao período Neolítico, a freguesia de Santa Maria da Devesa apresente alguns vestígios da época; é o caso do Menir da Meada, localizado a cerca de doze quilómetros a norte de Castelo de Vide. O território terá sido posteriormente ocupado por romanos e árabes e a estes conquistado por D. Afonso Henriques, que segundo a tradição, o terá dado a Gonçalo Mouzinho, cavaleiro Nobre. Já em 1180, Pedro Anes ter-lhe-á dado foral particular; mais tarde, sendo D. Afonso III o possessor do território, doou-o a seu filho, o Infante D. Afonso, juntamente com Marvão e Portalegre. Em 1281 iniciaram-se as disputas entre o Infante e o seu irmão D. Dinis; Castelo de Vide foi um dos pontos de discórdia, que só terminou quando D. Afonso cedeu a vila à coroa em 1282. A importância histórica da freguesia dada desta altura, quando o referido monarca fez algumas obras de defesa, iniciando a construção do castelo e das muralhas que envolvem a vila; foi nessa altura que o rei recebeu em Castelo de Vide os embaixadores de Aragão, que vinham validar o seu casamento com D. Isabel, que tinha a particularidade de ser o primeiro casamento celebrado em Portugal com escritura antenupcial, conforme o direito romano. Em 1299, D. Dinis confirmou os foros da vila, declarando que seria sempre da coroa, e em 1310, deu-lhe novo foral. As obras do castelo anteriormente referido, ainda continuaram durante todo o seu reinado e só terminaram em 1327, recebendo em troca Castro Marim. Em 1512, D. Manuel I reformulava com Foral Novo o antigo foral de Castelo de Vide.

A freguesia possui um vasto património cultural e edificado, do qual e sem menosprezo do restante, ressaltam: a Igreja Matriz, as capelas de Santo Amaro, a de São Roque e a do Calvário, a Sinagoga Medieval, testemunho da importante comunidade judaica aí implantada, a fonte da vila, a Casa do Prior, o Cine Teatro Mouzinho da Silveira, o Castelo, o Forte de são Roque, as portas de Santa Catarina, o Pelourinho e o Menir da Meada.

São várias as vertentes económicas praticadas pela população local, cuja maioria se emprega na agricultura, na vitivinicultura, na produção de azeitona e também na criação de animais; também no sector secundário tem surgido oportunidades de emprego, na construção civil, na serralharia civil, no mobiliário, no termalismo e na hotelaria.

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